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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Lis… boa, Lis… má

Letra e musica de Daniel Gouveia
Repertório de José da Câmara
           
Lisboa, minha Lisboa / Às vezes boa, às vezes má
Dás abrigo a tanta gente / Que a gente sente não ser de cá

Lisboa, minha Lisboa / Teu fado soa a dor e saudade
E entre tanto pandemónio / Já é Património da Humanidade

Tens mil casinhas às cores
Jardins com flores
Da Cultura um Centro em Belém
Nos passeios há vidrão
Pilhão, papelão
E cocó de cão, também
Deslumbras com belas vistas
Milhões de turistas
Que comem pastéis de Belém
E azulejos tão bonitos 
Que uns selvagenzitos
Borram com grafitos, também

Lisboa, minha Lisboa / Às vezes boa, às vezes má
Parece que uma pessoa / Se sente à toa ao deus-dará

Lisboa, minha Lisboa / Fazes com que doa a nossa cabeça
Com mil carros em manobras / Buracos e obras em cada travessa

Tens Pessoa e os heterónimos
Até os Jerónimos
E a famosa Torre em Belém
Sem magalas nem sopeiras
Docas sem peixeiras
Mas com bebedeiras, também
Há por cá um Presidente
Que preside à gente 
E é residente em Belém
Mas num palácio em São Bento
Tens um Parlamento
Sem entendimento, também

Lisboa, minha Lisboa / Às vezes boa, às vezes má
Tanto contraste é a prova / De seres velha e nova
De há séculos pra cá

Qualidades e defeitos
São marcas, são jeitos de uma tradição
P’ra mim serás sempre boa
Lisboa, Lisboa do meu coração