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Vicente da Câmara
Uma amizade perdida
Nunca mais pode voltar
É amizade fingida
Se vai e volta a brincar
Ninguém dá nada, se atrás
Não vier contra-valor
Só um amigo é capaz
Sem receber dar amor
Maria da Nazaré
Minha mãe, eu canto a noite
Porque o dia me castiga
É no silêncio das coisas
Que eu encontro a voz amiga
Minha mãe, eu choro a noite
Neste amor em que me afundo
Porque as palavras da vida
Já não têm outro mundo
Por isso sou este canto
Minha mãe, tão magoado
Que visto a noite em meu corpo
Sem destino, mas com fado
Ana Sofia Varela
Talvez o fado me diga
O que ninguém quer dizer
E por isso eu o persiga
Para nele me entender
Meu amor tenho cantado
Sobre um céu tão derradeiro
Que me entrego em cada fado
Como se fosse o primeiro
Talvez o fado não peça
Tudo aquilo que lhe dou
Por isso por mais que o esqueça
Ele não esquece o que eu sou
Carminho
Chorava por te não ver
Por te ver eu choro agora
Mas choro só por querer
Querer ver-te a toda a hora
Passa o tempo de corrida
Quando falas eu te escuto
Nas horas da nossa vida
Cada hora é um minuto
Deixa-te estar a meu lado
E não mais te vás embora
Para meu coração coitado
Viver na vida uma hora
Ricardo Ribeiro
Não tenham medo da fama
De Alfama mal-afamada
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada
Pedro Moutinho
Fadistas venham comigo
Ouvir o fado vadio
E cantar ao desafio
Num castiço bairro antigo
Ricardo Ribeiro
Vamos lá, como eu lhes digo
Nunca mais pode voltar
É amizade fingida
Se vai e volta a brincar
Ninguém dá nada, se atrás
Não vier contra-valor
Só um amigo é capaz
Sem receber dar amor
Maria da Nazaré
Minha mãe, eu canto a noite
Porque o dia me castiga
É no silêncio das coisas
Que eu encontro a voz amiga
Minha mãe, eu choro a noite
Neste amor em que me afundo
Porque as palavras da vida
Já não têm outro mundo
Por isso sou este canto
Minha mãe, tão magoado
Que visto a noite em meu corpo
Sem destino, mas com fado
Ana Sofia Varela
Talvez o fado me diga
O que ninguém quer dizer
E por isso eu o persiga
Para nele me entender
Meu amor tenho cantado
Sobre um céu tão derradeiro
Que me entrego em cada fado
Como se fosse o primeiro
Talvez o fado não peça
Tudo aquilo que lhe dou
Por isso por mais que o esqueça
Ele não esquece o que eu sou
Carminho
Chorava por te não ver
Por te ver eu choro agora
Mas choro só por querer
Querer ver-te a toda a hora
Passa o tempo de corrida
Quando falas eu te escuto
Nas horas da nossa vida
Cada hora é um minuto
Deixa-te estar a meu lado
E não mais te vás embora
Para meu coração coitado
Viver na vida uma hora
Ricardo Ribeiro
Não tenham medo da fama
De Alfama mal-afamada
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada
Pedro Moutinho
Fadistas venham comigo
Ouvir o fado vadio
E cantar ao desafio
Num castiço bairro antigo
Ricardo Ribeiro
Vamos lá, como eu lhes digo
E hão-de ver de madrugada
Como foi boa a noitada
No velho bairro de Alfama;
Não tenham medo da fama
De Alfama mal-afamada
Pedro Moutinho
Eu sei que o mundo falava
Como foi boa a noitada
No velho bairro de Alfama;
Não tenham medo da fama
De Alfama mal-afamada
Pedro Moutinho
Eu sei que o mundo falava
Mas por certo, com maldade
Pois nem sempre era verdade
Aquilo que se contava
Ricardo e Pedro
Muita gente ali, levava
Viva sã e sossegada
Sob uma fama malvada
Que a salpicava de lama;
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada
Pois nem sempre era verdade
Aquilo que se contava
Ricardo e Pedro
Muita gente ali, levava
Viva sã e sossegada
Sob uma fama malvada
Que a salpicava de lama;
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada