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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

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Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Cantiga da boa gente

Letra e música de Jorge Brum do Canto
Repertório de Amália
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Criação de Amália Rodrigues no filme *Fado Corrido*
Estreado nos cinemas Condes e Roma, em 16/10/1964
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*

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Três palmos de terra, com uma casa à beira
E o Manel mais eu para a vida inteira
Ele e quatro filhos são tudo o que eu gosto
Gente mais feliz não há neste mundo, aposto

Vamos p’ra o trabalho logo ao clarear
E de sol a sol, vá de mourejar
Tenho a vida cheia, tenho a vida boa
Que Deus sempre ajuda a quem é boa pessoa

Quando chega a tarde, tarde, tardezinha
Já o jantar fumega 
Na lareira da cozinha
Os filhos sorrie, o Manel também
Não há melhor vida 
Que aquela que a gente tem

Os sinos ao longe dão Avé-Marias
Reza-se a oração de todos os dias

Menino Jesus, m
eu botão de rosa
Faz que a minha gente 
Não seja má nem vaidosa
Menino Jesus, b
oquinha de riso
Faz que a minha gente 
Seja gente de juízo

Acabada a reza, vai-se pró jantar
Se alguém bate à porta também tem lugar

Come do que há, tarde tardezinha
Mesmo ali, à beira 
Da lareira da cozinha
Os filhos sorriem, o Manel também
Não há melhor vida 
Que aquela que a gente tem

Não invejo nada, nem quem tem dinheiro
Pois para trabalhar tem-se o mundo inteiro
Basta só fazer o que se é capaz
E a felicidade está naquilo que se faz

E assim vou andando, na graça de Deus
Em paz e amor com todos os meus
Trabalho não falta todo o santo dia
Mas o coração, chega a noite, uma alegria


Um bom exemplo do que o Estado Novo gostava de ver propagandeado no 
cinema português de então, uma apologia da modéstia, do trabalho sem 
questionar da falta de ambição, do contentamento com as coisas simples
sempre sob a protecção divina, ao estilo de outras produções similares
como «Uma casa portuguesa», «Um lar português», etc..