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Canção de madrugar

HOMENAGEM AO POETA
Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes
Interpretada por Hugo Maia de Loureiro no Festival RTP 1970 – 2°lugar

De linho te vesti, de nardos te enfeitei

Amor que nunca vi... mas sei

Sei dos teus olhos acesos na noite
Sinais de bem despertar
Sei dos teus braços abertos a todos que morrem devagar
Sei meu amor inventado que um dia
Teu corpo pode acender
Uma fogueira de sol e de fúria que nos verá nascer

Irei beber em ti o vinho que pisei
O fel do que sofri... e dei

Dei do meu corpo um chicote de força
Rasei meus olhos com água
Dei do meu sangue uma espada de raiva e uma lança de mágoa
Dei do meu sonho uma corda de insónias
Cravei meus braços com setas
Descobri rosas alarguei cidades, econstruí poetas

E nunca te encontrei na estrada do que fiz
Amor que nunca logrei... mas quis

Sei meu amor inventado que um dia
Teu corpo há-de acender
Uma fogueira de sol e de fúria que nos verá nascer

Então:
Nem choros nem medos nem uivos / Nem gritos nem pedras nem facas
Nem fomes nem secas nem feras / Nem ferros nem farpas nem farsas
Nem forcas nem cardos nem dardos / Nem guerras