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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Chorei naquela noite

António Vilar da Costa / Alfredo Duarte *fado laranjeira*
Repertório de Fernanda Maria

Gemiam as guitarras e a luz trémula e frouxa
Das velas eram círios em tempo de oração
E o xaile da fadista era a túnica roxa
Da imaculada Virgem em dia da paixão

E a voz da cantadeira em rimas de amargura
Como se os versos fossem as contas do rosário
Foi desfiando a história, o sonho, a desventura
D'alguém que amou na Esperança e vive no Calvário

Calaram-se as guitarras e o sonho dissipou-se
Com o fumo dos cigarros e a névoa da saudade
Mas por milagre então minh'alma iluminou-se
Senti-me mais mulher e amei com mais verdade

Eu era bem menina e ainda tinha fé
P'las grades do meu peito entrava o sol a pino
Chorei naquela noite e agora sei porquê
Porque antevia já no fado, o meu destino