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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo*
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Malva-Rosa

Linhares Barbosa / José Inácio
Repertório de Ana Rosmaninho

Xaile verde, verde-malva
Sacudida e donairosa
Ainda mal rompia a alva
Saía de casa a Rosa

O esvoaçar do seu xaile
Trazia o povo intrigado
E a pobre Rosa, afinal
Ia à missa e ao mercado

E a rosa que abrisse na sua roseira
Não tinha a maneira daquela morena
Ligeira, brejeira, formosa
Parecia uma pena pequena
Essa Rosa

Creio que desde criança
Aquele xaile a compunha
A ponto da vizinhança
À Rosa pôr esta alcunha

Esta alcunha graciosa
De que já ninguém a salva
Chamavam-lhe a malva-Rosa
Por seu xaile verde-malva