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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Fado das mãos criminosas

Arnaldo Leite e Carvalho Barbosa / Manuel Figueiredo
Versão do repertório de Luís Macieira
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Criação de Estêvão Amarante na comédia lírica *Miss Diabo* 1918
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*
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Mãos criminosas
Tristes mãos escorraçadas
Caprichosas, d
esoladas
Mãos de fome e d’amargor
Mãos de miséria
Que jamais um beijo doce vos buscou
Mãos a quem dou 
Toda a minha intensa dor

Mãos friorentas
Pobres mãos espavoridas
Agoirentas, doloridas
Já cansadas de sofrer
Mãos de miséria
Que um fadinho na guitarra soluçais
Mãos que gelais
E que a morte há-de aquecer


Esta letra aproxima-se da poesia convencional, não fossem as referências à Severa
e ao «fadinho na guitarra». 
Tirando esses ingredientes que a colocam no Fado, é indiscutível a densidade dramática 
e a complexidade formal destes versos que, se recuarmos a nossa imaginação a 1918 
e aos poucos recursos de entretenimento da época, deve ter arrancado lágrimas de 
emoção a não poucos espectadores como era apanágio das comédias líricas onde 
se intercalava um ou outro episódio trágico, a demonstrar a versatilidade dos 
actores-cantores. O contraste de ser a morte a aquecer estas mãos que gelaram 
é um achado poético.

Da partitura Fado das Mãos, Sassetti & C.ª, Lisboa, 1918