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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fado da serra

Ary dos Santos / Joaquim Luíz Gomes
Repertório de Carlos do Carmo

Minha serra, cabeça de altas montanhas
Nevada de altas tormentas, rebanho de dores tamanhas
Minha serra de casas tristes e escuras
Quase negras, das cinzentas lareiras das amarguras

És moça raiana, saia de cambraia
Estrela que a manhã raia
Oração profana dirigida ao céu
Estrela dum céu que não é meu

Minha serra, neve, cajado, pastor
Força dum homem sózinho que só do cão tem amor
Minha serra, meu amor deixado na lã
Numa cama maior, que há-de ser cobertor do calor de amanhã

És moça raiana, saia de cambraia
Estrela que a manhã raia
Oração profana dirigida ao céu
Estrela dum céu que chama

Minha serra, altura do sofrimento
Aos ombros dos homens mais puros, és mais alta que o vento
Minha serra escalada como uma igreja
Aos ombros dos homens mais duros para que esta terra seja

És moça raiana, saia de cambraia
Estrela que a manhã raia
Oração profana dirigida ao céu
Estrela dum céu que é meu