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Este espaço foi criado <> Com grande dedicação <> Por alguém que faz do fado <> A sua religião.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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A todos o que é de todos

Fernando Farinha / Carlos da Maia *fado perseguição*
Repertório de Fernando Farinha 

Sempre que me vou deitar
Antes do sono me dar
Trago o mundo à minha mente;
E sem sabê-lo entender
Sofro por ele não ser
Igual para toda a gente

E perante tal visão / Que me aperta o coração
Choro quem, por mal estranho
Cumpre uma sina daninha / Sem ter cama como a minha
E uma casa como eu tenho

Sempre que à mesa me sento / Na hora em que me alimento
Logo a ideia me salta
Que embora simples manjar / Estou eu a saborear
Aquilo que a muitos falta

Neste mundo sem sentir / Não deviam existir
Situações tão desiguais
Nem grandes mem tão pequenos / Nem tantos terem de menos
Nem outros terem demais

Onde está o nosso Deus / Que é p’lo bem dos filhos seus
Que não quer fome nem guerra
Porque andará Deus assim / Tão esquecido, sem por fim
Às desgraças que há na terra

Ó Deus se és tão milagroso / Põe no mundo ambicioso
A tua divina mão
Traz à terra o doce bem / De não faltar a ninguém
Casa, paz, amor e pão