<> Canal de Rádio criado em homenagem a RODRIGO <>
Clique na imagem e oiça a Rádio Bocas do Fado

<> <> <>
As 5.800 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.

<> <> <>
Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

<> <> <>
Use o motor de busca *barra de links* para pesquisa rápida e fácil.

Borda d’água dos meus olhos

Sebastião Mateus Arenque
Repertório de Dãna

Nas terras da borda d’água
Cheias são mágoa, desolação
Perdem-se bens e vidas

Que deixam feridas no coração
Mas se o sol sorri ardente

Heróica gente ribatejana
O seu pesar se amaina

Lançam-se à faina com maior gana

Refeitos os bens e os lares que são manjares de mãos obreiras
Nas cearas encanadas cantam ranchadas de mondadeiras
Avieiros na savara, a pesca cara o rio a dá
Lezíria de verde manto, tamanho encanto igual não há


Nas lavras e sementeiras, crescem fogueiras, lindas, primores
Nas campinas e ameiros que são celeiros dos lavradores
Aproxima-se o soão, desponta o grão entre praganas
Dá volta a apeiragem, a criadagem nas arribanas


Maiorais do Ribatejo que dão no Tejo beber ao gado
Fragata faz-se à maré, os arrais à ré trauteia um fado

Os campinos bem montados e arrojados lidam os toiros
Na eira trigo dourado é debulhado nos calcadoiros