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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Borda d’água dos meus olhos

Sebastião Mateus Arenque
Repertório de Dãna

Nas terras da borda d’água
Cheias são mágoa, desolação
Perdem-se bens e vidas

Que deixam feridas no coração
Mas se o sol sorri ardente

Heróica gente ribatejana
O seu pesar se amaina

Lançam-se à faina com maior gana

Refeitos os bens e os lares que são manjares de mãos obreiras
Nas cearas encanadas cantam ranchadas de mondadeiras
Avieiros na savara, a pesca cara o rio a dá
Lezíria de verde manto, tamanho encanto igual não há


Nas lavras e sementeiras, crescem fogueiras, lindas, primores
Nas campinas e ameiros que são celeiros dos lavradores
Aproxima-se o soão, desponta o grão entre praganas
Dá volta a apeiragem, a criadagem nas arribanas


Maiorais do Ribatejo que dão no Tejo beber ao gado
Fragata faz-se à maré, os arrais à ré trauteia um fado

Os campinos bem montados e arrojados lidam os toiros
Na eira trigo dourado é debulhado nos calcadoiros