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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Santo António traiçoeiro

Teresinha Landeiro / Alfredo Mendes *fado fininho*
Repertório de Teresinha Landeiro

Eu sempre quis um santo pra meu par
António foi por quem me apaixonei
De santo tinha o nome e o olhar
Abençoado o dia que o encontrei

Um dia fui às festas populares
Lisboa festejava o Santo António
Comprei uns manjericos singulares
E em dois rimava António com demónio

Então vi o meu par no bailarico
Dançava junto dela na igreja
Daí estar escrito no meu manjerico
Não é o António o santo que se deseja

E foi no baile que o meu coração
Parou ao ver tão falsa santidade
Pedi a Santo António um João
E que fosse esse um santo de verdade

De novo perguntei ao manjerico
Que quadra me havia de calhar
E a rima disse não ao namorico
Pois nela, o João vai me enganar

Andava por Alfama a vaguear
Coberta de tristeza e solidão
Talvez houvesse um Pedro pra casar
Que não fosse parecido ao tal João

Juntei todas as rimas populares
E então me apercebi do pandemónio
Que o santo casamenteiro dos altares
Criou com o João, o Pedro e o António

Abandonei a festa popular
Subi a São Vicente e confessei
Não quero mais santos pra me enganar
Pra esse peditório eu já dei;
Não quero mais santos pra me enganar
Pois pra esse peditório eu já dei