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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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A cidade a horas mortas

José Guimarães / Manuel dos Santos
Repertório de Fernando João

Almas vencidas na cidade a horas mortas
Vidas perdidas sem saber p’ra onde vão
Em cada rua há sempre um vulto qualquer
Um homem, uma mulher
Amantes da solidão


Do candeeiro da esquina
Densa névoa esconde a luz
Parece uma lamparina
A iluminar uma cruz;
Essa cruz de tanta vida
Que não tem luz, não tem nada
Quanta verdade escondida
Nas sombras da madrugada


Passos marcados batem nas pedras da rua
Olhos cansados vagueando ao Deus dará
As horas mortas são refúgio dos sem nada
Que encontram na madrugada
O que o dia não lhes dá