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6.170 LETRAS PUBLICADAS // 1.970.000 VISITAS // OUTUBRO 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

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Estas meninas do Tejo

Carlos Baleia / António Redes Cruz
Repertório de Daniel Gouveia


No passado, como agora
As meninas de Lisboa

São Ninfas vindas do Tejo;
A desfilar em cortejo
Como raínhas sem coroa

Quando vão cidade fora

A vaidade na forma de andar / É rodopio que chega ao Rossio
No Chiado evocam artistas / Depois no Parque, recordam revistas
No Terreiro, sorriso brejeiro / E no Paço, oferecem o braço
Nas Arcadas visitam Pessoa / As flhas mimadas desta Lisboa


Ondas velhas deste Tejo
Que são como gente boa

A falar da vida alheia
Já dizem á boca cheia
Que as meninas de Lisboa

Andam a espalhar desejo

A vaidade na forma de andar / É rodopio que chega ao Rossio
No Chiado evocam artistas / Depois no Parque, recordam revistas
No Bairro Alto mudam de maneiras / E dão um salto, vão ás Amoreiras
Pelas colinas que descem ao Rato / Lá vão as meninas p’rá 24