- - - - -

- - - - -
Clique na imagem e oiça Fado
- - -
Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
- - - - -
As 5.520 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
- - - - -
Use o motor de busca *barra de links* para pesquisa rápida e fácil.

Velho fadista

Mote de Carlos Conde
António Vilar da Costa / Julio Proença *fado modesto*
Repertório de Alcindo de Carvalho

Na Mouraria, numa noite, a fadistagem
Cantava e ria numa sã camaradagem
Saudosamente ali estava ao nosso lado
Velho e doente, um fadista já cansado

Quando cantei, dediquei-lhe no Corrido
Uns versos em que falei num fadista já esquecido
Ele escutou, porém notei-lhe no rosto
O seu amargo desgosto, quando o passado lembrou

Ao terminar, ele sorrindo com mágoa
Veio-me abraçar, com os olhos rasos de água
E qual demente, desapertando a samarra
Nervosamente, abraçou uma guitarra

A banza trina, e ele encetou com fervor
Uma cantiga em surdina, no velho Fado Menor
Não terminou, pois coma alma em pedaços
Veio cair em braços, não pôde cantar, chorou