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<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo brasileiro* 1921/1997
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Velho fadista

Mote de Carlos Conde
António Vilar da Costa / Julio Proença *fado modesto*
Repertório de Alcindo de Carvalho

Na Mouraria, numa noite, a fadistagem
Cantava e ria numa sã camaradagem
Saudosamente ali estava ao nosso lado
Velho e doente, um fadista já cansado

Quando cantei, dediquei-lhe no Corrido
Uns versos em que falei num fadista já esquecido
Ele escutou, porém notei-lhe no rosto
O seu amargo desgosto, quando o passado lembrou

Ao terminar, ele sorrindo com mágoa
Veio-me abraçar, com os olhos rasos de água
E qual demente, desapertando a samarra
Nervosamente, abraçou uma guitarra

A banza trina, e ele encetou com fervor
Uma cantiga em surdina, no velho Fado Menor
Não terminou, pois coma alma em pedaços
Veio cair em braços, não pôde cantar, chorou