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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Sangue na arena

Henrique Rego / Popular *fado corrido*
Repertório de Rodrigo

Tarde de sol e touradas
Vibrações, encanto e graça
Janelas engalanadas
E manchas rubras na praça

Domingo de Primavera / Belo, festivo e risonho
A praça de Talavera / Vibrava de amor e sonho;
Rosas lindas, que suponho / Colhidas por mãos de fadas
Eram p’ra arena atiradas / Numa volúpia fermente
Dessa luminosa e quente /
Tarde de sol e touradas

Com requintada bravura / Lidava o garnde Esparteiro
Os fortes toiros de Múria / Afamado ganadeiro;
Trajava com fino esmero / Esse matador de raça
Arrastando a populaça / Á mais doce embriaguês
Por lidar com altivez /
Vibrações, encanto e graça

A tarnspirar, de muleta / Esparteiro, sempre ufano
Era a viva silhueta / Dum gladiador romano;
Como se fosse um soberano / Um herói de eras passadas
As mulheres apaixonadas / Pelo amor desse toureiro
Tiveram, o dia inteiro / Janelas engalanadas

Ao terminar a corrida / O espada garboso e forte
Na arena perdeu a vida / Quando ao toiro dava a morte;
Foi chorada a sua sorte / Por aquele enorme massa
De gente, que por desgraça / Ficou a ver, Santo Deus
O sol a brilhar nos céus /
E manchas rubras na praça