As 5.156 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores !!!
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
<> POR FAVOR, alerte-me para qualquer erro que encontre <>
<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
* Por motivos alheios à minha vontade, o motor de busca nem sempre responde satisfatóriamente *

* A seleção alfabética é da responsabilidade da blogspot !!!
* Caso necessite de ajuda envie a sua mensagem para: fadopoesia@gmail.com *
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Sangue na arena

Henrique Rego / Popular *fado corrido*
Repertório de Rodrigo

Tarde de sol e touradas
Vibrações, encanto e graça
Janelas engalanadas
E manchas rubras na praça

Domingo de Primavera / Belo, festivo e risonho
A praça de Talavera / Vibrava de amor e sonho;
Rosas lindas, que suponho / Colhidas por mãos de fadas
Eram p’ra arena atiradas / Numa volúpia fermente
Dessa luminosa e quente /
Tarde de sol e touradas

Com requintada bravura / Lidava o garnde Esparteiro
Os fortes toiros de Múria / Afamado ganadeiro;
Trajava com fino esmero / Esse matador de raça
Arrastando a populaça / Á mais doce embriaguês
Por lidar com altivez /
Vibrações, encanto e graça

A tarnspirar, de muleta / Esparteiro, sempre ufano
Era a viva silhueta / Dum gladiador romano;
Como se fosse um soberano / Um herói de eras passadas
As mulheres apaixonadas / Pelo amor desse toureiro
Tiveram, o dia inteiro / Janelas engalanadas

Ao terminar a corrida / O espada garboso e forte
Na arena perdeu a vida / Quando ao toiro dava a morte;
Foi chorada a sua sorte / Por aquele enorme massa
De gente, que por desgraça / Ficou a ver, Santo Deus
O sol a brilhar nos céus /
E manchas rubras na praça