FADO... Património Imaterial e Cultural da Humanidade *27-11-2011*

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* Este espaço foi criado * Com grande dedicação * Por alguém que faz do fado * A sua religião *
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Afinal

Angelo Freire / Diogo Clemente
Repertório de Ana Laíns

Não sei dizer como foi que isto foi
Levada ao mar e á deriva de mim
Dei pelas saudades
Barcos tempestades
E o que nos ficou em nada
Nunca supuz meu amor, que o perder
Dobrasse a alma de quem sempre diz
As razões do amor
Sabem-se de cor
Como a noite e a madrugada

Dobrei o cabo e á praia me vês
Nas caravelas do meu navegar
Trago a pimenta e o sal das marés
Trago as juras d’amor, p’ra te dar

Nunca supuz que as palavras de amor
Fossem a água de quem se quer bem
E o que o tempo faz
O que eu fôr capaz
De dizer-te a cada instante
Não quero mais do que o vento e chegar
Mais do que a areia perdida de nós
Quero os meus abraços
Meus e dos teus braços
Eu navegadora errante