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Este espaço foi criado <> Com grande dedicação <> Por alguém que faz do fado <> A sua religião.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Afinal

Angelo Freire / Diogo Clemente
Repertório de Ana Laíns 


Não sei dizer como foi que isto foi
Levada ao mar e à deriva de mim
Dei pelas saudades
Barcos tempestades
E o que nos ficou em nada
Nunca supuz meu amor, que o perder
Dobrasse a alma de quem sempre diz
As razões do amor
Sabem-se de cor
Como a noite e a madrugada 


Dobrei o cabo e à praia me vês
Nas caravelas do meu navegar
Trago a pimenta e o sal das marés
Trago as juras d’amor p’ra te dar 


Nunca supuz que as palavras de amor
Fossem a água de quem se quer bem
E que o tempo faz
O que eu for capaz
De dizer-te a cada instante
Não quero mais do que o vento e chegar
Mais do que a areia perdida de nós
Quero os meus abraços
Meus e dos teus braços
Eu navegadora errante