Versão de Joaquim Pimentel
A estrofe assinalada a vermelho não faz parte da gravação do Joaquim Pimentel
Esta versão a presenta algumas diferenças em comparação com outros registos
e, inclusive, com o original publicado nas páginas 248/249 do livro editado por
Daniel Gouveia em 2017com o título: “ARMANDO NEVES, UM VULTO ESQUECIDO NO FADO”
O livro referencia JOAQUIM CAMPOS como criador do tema.
Na cela do seu convento
Rodeada de roseiras
Onde entrara nova ainda
Sem um ai, sem um lamento
Entre tantas lindas freiras
Morrera a freira mais linda
Era tida como santa
A sua graça era tanta
E simples o seu sentir
Que no seu cátre deitada
A freira santificada
Levava a vida a sorrir
A todos dizia ela
Que nunca amara na vida
Homem algum, pelo visto
Sozinha na sua cela
Em orações recolhida
Apenas amara Cristo
Logo que a freira morreu
A Abadessa apareceu
Para em tais termos dizer
Ponham-lhe nas mãos, em cruz
A medalha de Jesus
Que ela beijou ao morrer
Mas quando uma freira absorta
Acercando-se da morta
Nessa medalha pegou
Pôs-se a gritar: Deus nos valha
Não é de Cristo a medalha
Mas do homem que ela amou
Na cela do seu convento
Rodeada de roseiras
Onde entrara nova ainda
Sem um ai, sem um lamento
Entre tantas lindas freiras
Morrera a freira mais linda
Era tida como santa
A sua graça era tanta
E simples o seu sentir
Que no seu cátre deitada
A freira santificada
Levava a vida a sorrir
A todos dizia ela
Que nunca amara na vida
Homem algum, pelo visto
Sozinha na sua cela
Em orações recolhida
Apenas amara Cristo
Logo que a freira morreu
A Abadessa apareceu
Para em tais termos dizer
Ponham-lhe nas mãos, em cruz
A medalha de Jesus
Que ela beijou ao morrer
Mas quando uma freira absorta
Acercando-se da morta
Nessa medalha pegou
Pôs-se a gritar: Deus nos valha
Não é de Cristo a medalha
Mas do homem que ela amou