Letra e musica de Mafalda Arnauth
Repertório de Mafalda Arnauth
Tens sempre na ponta da língua resposta p’ra tudo com teu ar certeiro
Tens esse grito que ecoa e nunca magoa, porque é verdadeiro
Tens nas varinas a raça e no gingar a pinaça
Pois pode o tempo passar, serás sempre Lisboa
Ai, Lisboa... ai, tão bela
Tens a Graça por janela
De onde vejo o quanto tenho para amar
E vou correndo até ao rio, pelo caminho beijo a Sé
Chego a Alfama em desvario, porque é maior a minha fé
E canto, canto, canto
Ao fado, a Lisboa, à minha vida
Tens esse jeito dos simples que à hora da janta cabe sempre mais um
E abres os braços aos outros dizendo “são loucos” não é favor nenhum
E até das brigas de amor dizes que são o calor
Que te alimenta o sentir, que te faz ser Lisboa
Ai, Lisboa.. ai, tão bela
Tens a Graça por janela
Que aos amantes dá motivo p’ra sonhar
Talvez a marcha já não passe e a boémia está esquecida
E haja mesmo quem arraste esta Lisboa qual vencida
E eu canto, canto, canto
Ao fado, a Lisboa, à minha vida