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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Canção de Alcântara

Letra de José Galhardo, Lourenço Rodrigues e Carvalho Mourão
Música de Raúl Ferrão
Versão do Repertório de Lídia Ribeiro

Criação de Margarida de Almeida na revista *Fado Liró*
Teatro Variedades, 1928
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*

Ó linda Alcântara, junto à qual o velho Tejo
Reza sempre dia e noite, uma oração
Como eu ostava que coubesses só num beijo
Como cabes toda inteira, no coração

Bairro modesto de modestos pescadores
Onde o povo sabe rir e padecer
A minha mãe, a luz do sol e os meus amores
Em Alcântara tudo eu vim a conhecer

Não há bairro de Lisboa mais lindo
Do que aquele onde eu ganho 
O pão para comer
E ali vivo, ora triste, ora rindo
Ali fui criança
Ali fui mulher
Eu só queria que no dia em que a morte
O meu pobre corpo 
Viesse buscar
Eu só queria, meu Deus, ter a sorte
De ainda em Alcântara 
Poder me enterrar

Ó lindo bairro que os antigos guerrilheiros
Amarraram ao valor de Portugal
És o cantinho que os valentes marinheiros
Querem todo só p’ra si, a bem ou mal

Quando é noitinha e as cantigas fatalistas
Já começam p´las vielas a gemer
É para Alcântara que os últimos fadistas
Vão cantar o triste fado, que vai morrer