Repertório de Carlos Zel
O seu nome era Manuel
Um nome que soa a povo
Das terras de Portugal
Um sonho nasceu com ele
E ao sonho deu-se total
Com força de sangue novo
Nos seus dois olhos gaiatos
O seu nome era Manuel
Um nome que soa a povo
Das terras de Portugal
Um sonho nasceu com ele
E ao sonho deu-se total
Com força de sangue novo
Nos seus dois olhos gaiatos
Ardia o brilho dos bravos
Que nada pode vencer
Num dos mais solenes actos
Que nada pode vencer
Num dos mais solenes actos
Sevilha cobriu-o de cravos
Espada o honrou de ser;
E ali na arena dos bravos
Espada o honrou de ser;
E ali na arena dos bravos
Por sobre o oiro do fato
O sangue da cor dos cravos
E o menino do povo
O sangue da cor dos cravos
E o menino do povo
Que dos Santos se chamava
Fez do p'rigo o seu brinquedo
Havia algo de novo
Fez do p'rigo o seu brinquedo
Havia algo de novo
Sempre que um touro lidava
Era o sonho a rir do medo;
O povo gritava olé
Era o sonho a rir do medo;
O povo gritava olé
E o menino triunfava
Seguro na sua fé
Jamais um touro o venceu
Mas o destino cruel
Seguro na sua fé
Jamais um touro o venceu
Mas o destino cruel
Colheu-o longe da luta
Assim o bravo morreu
E agora p’lo seu Manel
Assim o bravo morreu
E agora p’lo seu Manel
O povo todo se enluta
Adeus, adeus Manuel;
Nome de sabor a povo
Adeus, adeus Manuel;
Nome de sabor a povo
Das terras de Portugal