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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Fado maestro

Fernando Tordo / António Victorino de Almeida
Repertório de Carlos do Carmo

Pela manhã vi como dormem os silêncios
Nesse sono intranquilo, invulgar, feito de tantos cuidados
E na ternura do meu quarto da loucura
Faço um fado de três tempos, andamentos acordados

Visto a vontade, saio à rua, já é tarde
Estou em mim ou na cidade?
Será que o tempo parou?


Mas só agora é que eu tenho a luz do dia
Sou a manhã da tarde em que a noite se fez
Pois só agora é que a voz me faz sentido
Canto e já não estou perdido, por ser de noite

Pela manhã vi como dormem os silêncios
Nesse sono intranquilo, invulgar, feito de tantos cuidados
E na inocência do meu quarto da demência
Faço um fado de três tempos, andamentos acordados

Visto a vontade, saio à rua, já é tarde
Estou em mim ou na cidade?
Será que o tempo parou?
Procuro o sol da meia-noite desta tarde
Sou do fado ou da cidade?
Ou apenas de onde estou?

Chegou a hora de contar a luz do dia
Pelo relógio das horas que o fado fez
Pois só agora é que a voz me faz sentido
No meu tempo desmedido por ser da noite


Já está na hora de cantar a luz do dia
Pelo relógio da noite que o fado fez
Chegou a hora desta voz fazer sentido
Sou do fado ou estou perdido
Noite outra vez