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<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo brasileiro* 1921/1997
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Ó pinheiro meu irmão

Amália Rodrigues / Carlos Gonçalves
Repertório de Amália

Ribeiro não corras mais / Que não hás-de ser eterno
O Verão vai-te roubar / O que te deu o Inverno

Até a lenha no monte tem sua separação
Duma lenha se faz santos e doutra lenha se faz carvão

Ando caída em desgraça / O que é que eu hei-de fazer
Todos os santos que pinte / Demónios têm que ser

São tão grandes minhas penas que me deitam a afogar
Vêm umas atrás das outras, tal como as ondas andam no mar

Apanho e cômo raízes / Que estão debaixo da terra
Só as ramas as não como / Porque essas o vento as leva

Ó pinheiro meu irmão, tu também és como eu
Também tu estendes em vão, ó pinheiro irmão, teus braços p’ro céu