As 5.180 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores !!!
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
<> POR FAVOR, alerte-me para qualquer erro que encontre <>
<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
* Por motivos alheios à minha vontade, o motor de busca nem sempre responde satisfatóriamente *

* A seleção alfabética é da responsabilidade da blogspot !!!
* Caso necessite de ajuda envie a sua mensagem para: fadopoesia@gmail.com *
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Lisboa das barracas

César de Oliveira / João de Vasconcelos
Repertório de Maria Armanda 

A estrangeirada vai ver encantada
O Museu dos Coches com portas de prata
E à noitinha dá uma voltinha
Pelos pitoresco dos bairros da lata

Cheira a sardinha, cheira a farrapos
Do Alfacinha que faz luxo nos seus trapos
Tecto de zinco esburacado onde se vê
O progresso citadino dma antena da TV

Ai Lisboa das barrracas
As barracas, as barracas, também têm linda vista
Ai Lisboa das barrracas
As barracas, as barracas que se mostram ao turista
Ai Lisboa empoleirada onde mora gente boa
Viva a malta das barracas
Das barracas encostadas às colinas de Lisboa

À noite há fados, falados, gritados
No terno sotaque duma zaragata
Nascem amores que são como flores
Plantadas p’lo povo, num vaso de lata

Até a lua beija indiferente
Aquela rua que não tem nome de gente
Poças de chuva que são espelhos a lembrar
A Lisboa das barracas que ainda teima em cá ficar