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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Mors-amor

Antero de Quental / Jorge Fernando
Repertório de Jorge Fernando

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos quando a sombra desce
E, passando o galope me aparece
Da noite, nas fantásticas estradas

Donde vem ele?
Que regiões sagradas e terríveis cruzou
Que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas

Um cavaleiro de expressão potente
Formidável, mas plácido no porte
Vestido de armadura refulgente
Cavalga a fera estranha sem temor
E o coral negro diz:
Eu sou a morte!
Responde o cavaleiro:
Eu sou amor!