Letra de João Dias
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível.
Junto ao cais de negras águas
Negras águas de ser pranto
Rua de todas as mágoas
Meu berço de desencanto
Junto ao cais de negras águas
Crianças olhos d’espanto
Os modos falam de medo
Aprende-se a chorar cedo
Na rua das minhas mágoas
Rua sem rua
Gente sozinha, vida cercada
Nem sol nem lua
Lá se adivinha rua sem nada
Rua das mágoas
Onde o sorrir não tem acesso
Rua das mágoas
De ver partir mãos sem regresso
Junto ao cais de negras águas
O adeus que me apeteço
Embarcar todas as mágoas
Em viagem sem regresso
Junto ao cais de negras águas
De sonhos não me despeço
Nem da esp’rança em que me perco
Na rua das minhas mágoas