- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.525 LETRAS PUBLICADAS <> 2.552.800 VISITAS < > AGOSTO 2022
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Falando de amor

Domingos Gonçalves da Costa / Popular *fado mouraria*
Repertório de Alice Maria

No amor, eu não m’iludo
Lembra-me a flor delicada
Nasce por nada e por tudo
Morre por tudo e por nada

Nasce às vezes dum queixume / Da simples troca do olhar
O amor, estranho raiar / Da quimera e do ciúme

Põe nas almas, gelo ou lume / Paz ou sina malfadada
Mel que uma abelha doirada / Põe nos lábios de veludo
No amor, eu não m’iludo
Lembra-me a flor delicada

Não sei quem teve a ventura / De o fazer cruel assim
Se foi Deus, fez, quanto a mim / A mais sublime tortura

Amor é sonho é loucura / É luz de meiga alvorada
A flor imaculada / Que exposta ao destino mudo
Nasce por nada e por tudo
Morre por tudo e por nada