Repertório de Fernanda Maria
Ai quem me dera, Lisboa
Cantar a tua poesia
Desde Alfama á Madragoa
Bairro Alto e Mouraria
Pudesse eu, Lisboa amada
Exaltar novas facetas
Mas tens sido tão cantada
Por tovadores e poetas
Tens casas branquinhas, caiadas, velhinhas, singelas
Ardinas, pregões de varinas por estreitas vielas
Toureiros, fidalgos, artistas, lembrando o passado
E a luz do luar para cantar um triste fado;
Tens cravos, balões, manjericos, pelo Santo António
Fogueiras, depois bailaricos ao som do harmónio
Cantigas, despiques, intrigas d'amor e desejo
Tens lindas mulheres, tens tudo o que queres, Princesa do Tejo
Ardinas, pregões de varinas por estreitas vielas
Toureiros, fidalgos, artistas, lembrando o passado
E a luz do luar para cantar um triste fado;
Tens cravos, balões, manjericos, pelo Santo António
Fogueiras, depois bailaricos ao som do harmónio
Cantigas, despiques, intrigas d'amor e desejo
Tens lindas mulheres, tens tudo o que queres, Princesa do Tejo
Lisboa namoradeira
Menina airosa e bonita
Tu também és cantadeira
Vestes de seda e de chita
Este meu simples cantar
É decerto o que preferes
Nada mais te posso dar
Porque tens tudo o que queres