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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Não sei como nem quando

José Vasconcelos e Sá / Tó Zé Brito
Repertório de António Pinto Basto

Confesso que as palavras dessa boca
Ó que doçura tão louca
No momento em que as ouvi
O amor com que as odeio
Faz-me tremer com receio
Por muito gostar de ti

Confesso, olhaste de uma maneira
E por mais que eu não querira
Ó minha flor de jardim
Teus olhos, a vida inteira
Nossa estima verdadeira
Hão-de viver sempre em mim

Confesso, meus versos canto chorando
Eu não sei como nem quando o teu sorriso acabou
Sinto lágrimas no rosto
Também memórias, desgosto que nem a morte apagou