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<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo brasileiro* 1921/1997 <>
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Branca, branca

Manuela de Freitas / Alfredo Duarte *fado cravo*
Repertório de Aldina Duarte
A partir da peça "Um eléctrico chamado desejo" de Tennessee Williams

À deriva pela estrada
Muito branca e embalada
Na cadência dos seus passos
Vai uma sombra cansada
Tão branca, sem dizer nada
Com um fantasma nos braços

Cheia de medo e de frio
Entrou no salão vazio / Do palácio abandonado
O grande tecto ruiu
O candelabro caiu / Em chamas, o cortinado

No palácio destruído
Ficou, no vitral partido / Uma sombra a ver-se ao espelho
E no chão enegrecido
Um fantasma adormecido / Sobre o tapete vermelho

Da terra, em volta, queimada
Nasce uma rosa encarnada / Que ao passar, o vento arranca
Pelo vento desfolhada
Desfaz-se, branca, na estrada / Branca, branca, ah! tão branca