Letra de Carlos Conde
Excerto retirado da peça "O crime daquela noite"
Sou duma terra
Que fica longe daqui
Por entre olaias cresci
E sem pai me fiz homem
Sou duma terra
Que estremeço, há muitos anos
Onde as tribos de ciganos
Em negócios se consomem
Sou duma terra
Onde em tempo que lá vai
Fiquei sem amor de pai
Era eu pobre e pequenino
Sou duma terra
Entre olivedos perdida
Que ditou a minha vida
E traçou o meu destino
Sou duma terra
De onde fugiu minha mãe
E em que um pobre que Deus tem
Me afagou nos braços seus
Sou duma terra
Que nos mostra, pelo visto
Que os pobrezinhos de Cristo
Também são filhos de Deus
Sou duma terra
Duma terra abençoada
Onde eu não tenho mais nada
Que uma crença estremecida
Sou duma terra
Onde existe amor profundo
Que me faz correr o mundo
E me ensina ao que é a vida