- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.690 LETRAS PUBLICADAS <> 2.679.000 VISITAS < > 01 FEVEREIRO 2023
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Rendas pretas

Fernando Tavares Rodrigues / José Campos e Sousa
Repertório de António Pinto Basto


O que sinto por ti são rendas pretas
Recordações vagas, indiscretas
De um corpo que conheci
O que sinto por ti são rendas pretas
Volúpias de cetim, sedas secretas
Que tu despias para mim

Pedaços de fantasia / Que vestias para estar nua
Restos de noite que a lua / Na tua pele descobria

O que sinto por ti são rendas pretas
Essas rendas incompletas / Que nos dedos descobri
Quando ao ver-te assim despida
Toda de negro vestida / Me dei e te possuí

Dessas nocturnas intrigas / Que me calaram de espanto
Das meias finas, das ligas / Das rendas que te ofereci;

Lembro ainda o doce encanto / Das rendas pretas em ti
Do corpo que me ofereceste / Quando entre as rendas te deste
E entre rendas me rendi
Tão tranparentes macias / As rendas que tu vestias
Hoje tão tristes, sem ti