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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Fingi que morri

Neca Rafael / Alfredo Duarte *fado bailarico* c/arranjos
Repertório de Neca Rafael 

Fingi que morri p'ra ver / De todos, qual mais chorava
E vi que minha mulher / Co'a mãe, dançava e cantava

Bate à porta, o armador / Que vem trazer o caixão
Elas, em gritos de dôr / Desempenham um papelão

E depois ele foi embora / Cheio de dar-lhes conforto
Já nenhuma delas chora / E toca a vestir o morto

A farpela era apertada / Que até me punha encolhido
Pois tinha comprada / A um tipo já falecido;
Pois tinha sido comprada / Prós lados do Carvalhido

Mas a sogra pega e zás / Pensou bem, e de repente
Descoseu o casaco atrás / P'ra abotoar bem à frente

Depois foram p'rá cozinha / Sem respeito algum por mim
Comeram uma galinha / Depois cantaram assim

O que se leva desta vida 
É o que se come é o que se bebe
E o que se brinca ai, ai 
O que se leva desta vida 
É o que se come, é o que se bebe 
E o mais mal é de quem vai 

E só se foram deitar 
Depois de ter escoado 
Um valente garrafão
Eu então muito zangado
Pior que um gato assanhado 
Saltei fora do caixão 

Saltei fora do caixão / Mas p'ra não fazer chinfrim
Saí, deixei um cartão / Que à sogra dizia assim

Querida sogra, és bestial / P'ra cantar e p'ra sambar
P'ra não estar a cheirar mal / O morto foi passear

E não volto mais aqui / Já vi bem o que isto é
Guarda lá o caixão p'ra ti / Que eu morrendo, vou a pé