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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Lisboa que eu amo

Fernando Santos / Manuel Fernandes
Repertório de Lenita Gentil

Lisboa acorda á luz da aurora / Diz lá do alto adeus ao Tejo
Sai a sorrir p’las ruas fora / E o sol, seu noivo, vem dar-lhe um beijo

É no Chiado, altiva dama / Toma em Alcântara um ar gingado
Reza na Sé, canta em Alfama / Se quer chorar, soluça um fado

Lisboa vai, tique tique, rua fora
Olhai olhai como o sol tonto a namora
Lisboa vai, bate leve a chinelinha
Ninguém sabe onde ela vai
Nem se é povo ou se é raínha

É burguesinha em Alvalade / É afidalgada na Junqueira
Na Esperança ri, grita á vontade / Usa tairocas e é peixeira

Vai á abertura da água pé / Na Lapa faz diplomacia
Na Fonte Santa arma o banzé / Passa a chorar p’la Mouraria