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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Desandar do fado

Conde Sobral / Alfredo Duarte *fado bailarico
Versão do repertório de Manuel Cardoso de Menezes

Quando Portugal buscava / O mundo pelo mar fora
No descanso a qualquer hora / Uma guitarra trinava
Então alguém que a escutava / Mais saudoso e comovido
Sentia-se como impelido / A cantar uma afeição
E abrindo o coração
O fado era sentido

Alguém descobriu um dia / Que o fado tinha beleza
E cometeu a vileza / De o tirar donde vivia
Desde então a fantasia / Num capricho desmedido
Roubou-lhe todo o sentido / Ensinou-lhe falsidade
E o que foi sinceridade
É hoje luxo vendido

Assim o fado à guitarra / Já não tem o improviso
Nem estila como é preciso / À sua graça bizarra
Não é boémio, nem farra / Pelos botequins soezes
Impera em tascos burgueses / Tem estribilho, é musicado
Hoje é tudo menos fado
E não lhe faltam fregueses 
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Versão original
Do livro *Poetas do Fado Tradicional de:
Daniel Gouveia e Francisco Mendes

O fado era sentido
Desafogo de revezes
É hoje luxo vendido
E não lhe faltam fregueses


Quando Portugal buscava / O mundo pelo mar fora
No descanso a qualquer hora / Uma guitarra trinava
Então alguém que a escutava / Mais saudoso e comovido
Sentia-se como impelido / A cantar uma afeição
E abrindo o coração
O fado era sentido

Trazido por quem voltou / O fado que assim nasceu
Foi cantar de quem sofreu / Sofrer de quem o cantou
Mas para sempre ficou / No sentir dos portugueses
Que o escutavam muitas vezes / Em Alfama e Mouraria
E era quando se ouvia
Desafogo de revezes

Alguém descobriu um dia / Que o fado tinha beleza
E cometeu a vileza / De o tirar donde vivia
Desde então a fantasia / Num capricho desmedido
Roubou-lhe todo o sentido / Ensinou-lhe falsidade
E o que foi sinceridade
É hoje luxo vendido

Assim o fado à guitarra / Já não tem o improviso
Nem estila como é preciso / À sua graça bizarra
Não é boémio, nem farra / Pelos botequins soezes
Impera em tascos burgueses / Tem estribilho, é musicado
Hoje é tudo menos fado
E não lhe faltam fregueses