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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Desandar do fado

Conde Sobral / Alfredo Duarte *fado bailarico
Versão do repertório de Manuel Cardoso de Menezes

Quando Portugal buscava / O mundo pelo mar fora
No descanso a qualquer hora / Uma guitarra trinava
Então alguém que a escutava / Mais saudoso e comovido
Sentia-se como impelido / A cantar uma afeição
E abrindo o coração
O fado era sentido

Alguém descobriu um dia / Que o fado tinha beleza
E cometeu a vileza / De o tirar donde vivia
Desde então a fantasia / Num capricho desmedido
Roubou-lhe todo o sentido / Ensinou-lhe falsidade
E o que foi sinceridade
É hoje luxo vendido

Assim o fado à guitarra / Já não tem o improviso
Nem estila como é preciso / À sua graça bizarra
Não é boémio, nem farra / Pelos botequins soezes
Impera em tascos burgueses / Tem estribilho, é musicado
Hoje é tudo menos fado
E não lhe faltam fregueses 
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Versão original
Do livro *Poetas do Fado Tradicional de:
Daniel Gouveia e Francisco Mendes

O fado era sentido
Desafogo de revezes
É hoje luxo vendido
E não lhe faltam fregueses


Quando Portugal buscava / O mundo pelo mar fora
No descanso a qualquer hora / Uma guitarra trinava
Então alguém que a escutava / Mais saudoso e comovido
Sentia-se como impelido / A cantar uma afeição
E abrindo o coração
O fado era sentido

Trazido por quem voltou / O fado que assim nasceu
Foi cantar de quem sofreu / Sofrer de quem o cantou
Mas para sempre ficou / No sentir dos portugueses
Que o escutavam muitas vezes / Em Alfama e Mouraria
E era quando se ouvia
Desafogo de revezes

Alguém descobriu um dia / Que o fado tinha beleza
E cometeu a vileza / De o tirar donde vivia
Desde então a fantasia / Num capricho desmedido
Roubou-lhe todo o sentido / Ensinou-lhe falsidade
E o que foi sinceridade
É hoje luxo vendido

Assim o fado à guitarra / Já não tem o improviso
Nem estila como é preciso / À sua graça bizarra
Não é boémio, nem farra / Pelos botequins soezes
Impera em tascos burgueses / Tem estribilho, é musicado
Hoje é tudo menos fado
E não lhe faltam fregueses