Henrique Rego / Francisco José marques *fado zé negro
Repertório de Carlos do Carmo
O fado que nasceu pobre
Chegou contudo a ser nobre
Mas não perdeu singeleza
Introduzido por moda
Nos salões da alta-roda
Mantém a sua lhaneza
Altivo como nasceu
O fado não se vendeu
É do povo emissário
Beija a luva a uma duquesa
Toma chá com a nobreza
E aperta a mão d'um operário
Ao seu nome anda ligado
O destino e outro fado
Guitarras e sofrimento
Mantém o cunho de outrora
Quando canta, ainda chora
Não perdeu o sentimento