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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Fado é saudade

Aníbal Nazaré / Carlos Rocha
Repertório de Rodrigo

Há muita gente que pensa que o fado, para ser fado
Tem de falar em desgraça, tem de evocar o passado;
Dizem que p’ra ser castiço, o fadinho, vejam lá
Tem de falar noutros tempos e em coisas que já não há


Tem de falar em tipóias 
E em rambóias, a horas mortas
Tem de exaltar as noitadas

E as patuscadas, fora de portas
Mas eu acho exagerado

E penso que na verdade
O fado para ser fado

Basta falar em saudade 

Quando oiço cantar o fado, o meu ouvido já espera
Ouvir falar no passado e elogiar a Severa
Mas eu, para ser sincero, este fado não é meu
E eu por mim assevero que a Severa já morreu


Tem de falar em toiradas 
E em desgarradas, a horas mortas
Tem de falar no Timpanas
Nas carripanas que iam p’ras hortas
Mas eu acho na verdade
Que hoje o fado está mudado
Basta falar em saudade
P’ra se ver que o fado é fado