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6.175 LETRAS PUBLICADAS // 1.930.000 VISITAS // OUTUBRO 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

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Fado do candeeiro

Amadeu do Vale / João Nobre
Repertório de Fernanda Baptista
Fado da Revista *O Trunfo é Espadas*

O amor que eu não supunha / Ser-me um dia traiçoeiro
Foi a melhor testemunha / Este humilde candeeiro

Sua luz viu que ceguei / Por quem de amor me falara
E quando dele me apartei / Foi então que reparei
Que há muito a luz se apagara

Companheiro amigo do tempo passado
Da janela aberta, da rua deserta
E o  amor a meu lado
Não, não o condenes porque me perdeu
As mágoas consomem, mas ele era um homem
E a louca fui eu

Mas em breve a luz escassa / Deste humilde candeeiro
Iluminou a desgraça / Do meu amor traiçoeiro

Dele em mim nada ficou / Nem sei que ideia era a sua
Entre nós tudo acabou / Tal qual a luz se apagou
No candeeiro da rua

Hoje ainda penso que essa luz existe
P’ra na noite escura viver a amargura
Deste amor tão triste
Mas só vejo a sombra dum vulto e mais nada
Sombra fugidia daquele que um dia
Me fez desgraçada