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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.590 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Que dizer de nós

Jorge Fernando / Ana Moura
Repertório de Ana Moura

A sombra ensombra-me os dias / Num divagar lento

As mãos dobradas vazias / Por sobre o próprio lamento

Que dizer de nós amor?
Sentam-se as horas
Rodopiam os segundos na perseguição de nós;
Como abismo escuro e fundo
Que atrai-me assim o ser e a voz
Não é mais do que um perdido lamento atroz

Perdidos olhos vagueiam / Olham sem ver, cegos
Redondas frases anseiam / Fazer-se voz eu nego

Que dizer de nós amor?
Tudo se oculta
Tudo é estreito e estreita em nós a margem da culpa
Como a sombra a que me dei
Que atrai-me assim o ser e a voz
Não é mais do que um perdido lamento atroz