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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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A minha dor

Frederico de Brito / Jaime Tiago dos Santos
Repertório de Rodrigo

Ninguém, seja quem for
Pode afirmar que a sua dor
É sempre igual ou é maior que a dor alheia
Se alguém lhe for dizer
Não é capaz de compreender
Que a gente faz doutro sofrer, uma outra ideia

A dor, seja qual for, não tem medida
É só questão de ter quem a suporte;
Até a mais cruel pertence à vida
Mas pode ser adormecida
E a nossa não, porque é mais forte


Dor, porque és assim, tu és demais p'ra mim
Meu pobre peito, só tinha jeito, para cantar o amor
Já não me apraz ter de enganar-te e ser traidor
Não sou capaz de suportar tal minha dor


Eu sei que um coração
Cheio de amor e de paixão
Ao perceber uma traição abre uma ferida
Sem ver que bem ou mal
Chorar e rir é tão banal
É riso e dor, quando afinal tudo isto é vida

Até uma ilusão é uma esperança
E o ódio muita vez é um sorriso;
O bem que alguém nos faz é uma lembrança
E a vida assim nunca se alcança
E o mal já vem do paraíso