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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.530 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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As vozes do silêncio

Maria Manuel Cid / Casimiro Ramos *fado Alberto c/arranjos de José Cid*
Repertório de Maria Veneno


Nos salgueirais do Tejo, meu corpo adormeceu
Vestido com as sombras, em noites de luar
Na cama de folhagem, amor aconteceu
E as vozes do silêncio, passaram devagar

Vieram as estrelas, beijar enternecidas
Meu peito desnudado, liberto de silícios
As aves descuidadas, voaram divertidas
Levando para o céu, os sonhos e os vícios

Ali naquele instante, deixei de ser criança
Menina navegando, nas ondas do seu berço
A dor do meu cansaço, foi gota de bonança
Levando com as águas, as contas do meu terço

Nos salgueirais do Tejo, bebi a minha seiva
Rasguei a minha terra, quebrei o meu arado
Desfiz com o meu corpo, torrões da sua leiva
E nela o meu desejo, deixei abandonado