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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.650 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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O fado e a fadista

Mário Raínho / Fontes Rocha
Criação de Filipa Cardoso

Ser fadista começou / Tão cedo o ouvi cantar
A voz até se embargou / Numa guitarra a chorar

Logo um namoro pegado / Nos aconteceu, depois
De negro xaile franjado / Lá nos casamos os dois


Casei, por amor, com o fado
Mas não tenho vida boa
Pois, p'ra mal dos meus pecados
Tenho por sogra, Lisboa
Vivemos na casa dela
Sete assoalhadas tem
Cada colina é janela
E ela, sempre armada em mãe

Quando Lisboa se deita / Já tarde, só por marrice
Como ela não está à espreita / Lá vamos prá fadistice

Mas acaba por dar brasa / Ao ver Lisboa acordada
Quando chegamos a casa / Alta hora, madrugada