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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Canoas do Tejo

Frederico de Brito
Repertório de Carlos do Carmo

Canoa de vela erguida / Que vens do cais da ribeira
Gaivota que andas perdida / Sem encontrar companheira

O vento sopra nas fragas / O sol parece um morango
O Tejo baila c'oas vagas / A ensaiar um fandango

Canoa... conheces bem
Quando há norte pela proa
Quantas docas tem Lisboa
E as muralhas que ela tem
Canoa... por onde vais
Se algum barco te abalroa
Nunca mais voltas ao cais
Nunca, nunca, nunca mais

Canoa de vela panda / Que vens da boca da barra
E trazes na aragem branda / Gemidos duma guitarra

Teu arrais prendeu a vela / E se adormeceu, deixá-lo
Agora muita cautela / Não vá o mar acordá-lo