- - - - - - - - - -

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira
° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

- - - - - - - - - - - - - - - -

Pesquisa.

Fado da saudade

Fernando Pinto do Amaral / Alfredo Duarte *menor-versículo
Repertório de Carlos do Carmo

Nasce o dia na cidade / que me encanta
Na minha velha Lisboa / de outra vida
E com um nó de saudade / na garganta
Escuto um fado que se entoa / à despedida

Foi nas tabernas de Alfama / em hora triste
Que nasceu esta canção / o seu lamento
Na memória dos que vão / tal como o vento
No olhar de quem se ama / e não desiste

Quando brilha a antiga chama / ou sentimento
Oiço este mar que ressoa / enquanto canta
E da Bica à Madragoa / num momento
Volta sempre esta ansiedade / da partida;
Nasce o dia na cidade / que me encanta
Na minha velha Lisboa / de outra vida

Quem vive só do passado / sem motivo
Fica preso a um destino / que o invade
Mas na alma deste fado / sempre vivo
Cresce um canto cristalino / sem idade

É por isso que imagino / em liberdade
Uma gaivota que voa / renascida
E já nada me magoa / ou desencantada
Nas ruas desta cidade / amanhecida;
Mas com um nó de saudade / na garganta
Escuto um fado que se entoa / à despedida