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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.350 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Fado da saudade

Fernando Pinto do Amaral / Alfredo Duarte *menor-versículo
Repertório de Carlos do Carmo

Nasce o dia na cidade / que me encanta
Na minha velha Lisboa / de outra vida
E com um nó de saudade / na garganta
Escuto um fado que se entoa / à despedida

Foi nas tabernas de Alfama / em hora triste
Que nasceu esta canção / o seu lamento
Na memória dos que vão / tal como o vento
No olhar de quem se ama / e não desiste

Quando brilha a antiga chama / ou sentimento
Oiço este mar que ressoa / enquanto canta
E da Bica à Madragoa / num momento
Volta sempre esta ansiedade / da partida;
Nasce o dia na cidade / que me encanta
Na minha velha Lisboa / de outra vida

Quem vive só do passado / sem motivo
Fica preso a um destino / que o invade
Mas na alma deste fado / sempre vivo
Cresce um canto cristalino / sem idade

É por isso que imagino / em liberdade
Uma gaivota que voa / renascida
E já nada me magoa / ou desencantada
Nas ruas desta cidade / amanhecida;
Mas com um nó de saudade / na garganta
Escuto um fado que se entoa / à despedida