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Este espaço foi criado <> Com grande dedicação <> Por alguém que faz do fado <> A sua religião.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Velho barco

Zulmiro Vieira / António Rodrigues
Repertório de Sebastião Robalinho

Meu velho barco cansado / Do tempo e dos vendavais
É mais triste este meu fado / Quando estás junto do cais

No teu casco envelhecido / De tanta tanta viagem
Quanto roteiro vencido / E quando porto esquecido
Tu trazes como bagagem

Meu velho barco, no Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena, só tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza vive em mim preza e em ti também
Mas só a gente é quem a sente, e mais ninguém

Deitei ao mar os ciúmes / Que tinha no coração
E ele fez dos meus queixumes / A rota da solidão

Como é igual o nosso fado / Nossa cruz nosso tormento
Meu velho barco cansado / Nosso fim está ligado
Ao sol ao mar e ao vento