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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Fado das tesouradas

Paco Bandeira
Repertório de Rodrigo

É uma alegria quando encontro um companheiro
Que me conta o dia a dia, sem dizer mal do parceiro
Fico contente quando a conversa trocada
Não acaba á tesourada na pele de qualquer ausente

Já estou cansado de contos e mexericos
Dos que mordem os visados
Há revelia nos ditos
Estejam calados, não me sujem os ouvidos
Eu quero acabar meus fados
Em paz, com os meus amigos

A roupa suja que se lava nas conversas
É o fruto da inveja das criaturas perversas

A sociedade tem muito que se lhe diga
Há quem use a liberdade p´ra semear a intriga

É uma tristeza ver a falta de verdade
Com que a inveja e a maldade
Se atiram a qualquer presa
Ninguém escapa á má língua e ao paleio
Dos que mordem á sucapa
Na carcaça do alheio