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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Lisboa à noite

Fernando Santos / Carlos Dias
Repertório de Fernanda Maria

Lisboa adormeceu, já se acenderam
Mil velas, nos altares das colinas
Guitarras pouco a pouco emudeceram
Cerraram-se as janelas pequeninas


Lisboa dorme um sono repousado
Nos braços voluptuosos do seu Tejo
Cobriu-a a colcha azul do céu estrelado
E a brisa veio a medo, dar-lhe um beijo


Lisboa...
Andou de lado em lado
Foi ver uma toirada

Depois bailou, bebeu
Lisboa...

Ouviu cantar o fado
Rompia a madrugada

Quando ela adormeceu

Lisboa não parou a noite inteira
Boémia, estouvada, mas bairrista
Foi à sardinha assada lá na feira
E à segunda sessão duma revista


Dali, p'ro Bairro Alto, enfim galgou
No céu, a lua cheia refulgia
Ouviu cantar o fado, e então sonhou
Que era a saudade aquela voz que ouvia