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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Meu limão de amargura

Ary dos Santos / Alain Oulman
No livro de Ary *As palavras nas cantigas* este poema está publicado com o título

*Meu amor, meu amor*
Repertório de Amália

Meu amor, meu amor
Meu corpo em movimento
Minha voz á procura do meu próprio lamento
Meu limão de amargura
Meu punhal a crescer
Nós paramos o tempo, não sabemos morrer
E nascemos, nascemos, do nosso entristecer

Meu amor, meu amor
Meu pássaro cinzento
Meu nó de sofrimento
Minha mó de ternura, minha nau de tormento
Este mar não tem cura
Este céu não tem ar
Nós paramos o vento, não sabemos nadar
E morremos, morremos, devagar, devagar