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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Sinas

Henriqe Rego / Alfredo Duarte *marcha do marceneiro*
Repertório de Alfredo Marceneiro

Já mandei ler tantas sinas
Na palma da minha mão
E todas elas constatam;
Que as buliçosas meninas
Dos teus olhos, é que são
As meninas que me matam

Meninas tão maneirinhas
Azougadas, leves, finas / Descrentes, loucas, profanas
São pequenas feiticeiras
Em janelas pequeninas / De rosadas persianas

Essas meninas são luzes
Que talvez Nossa Senhora / Não tenha iguais no altar
Que Deus me livre das cruzes
Que há-de ter p’la vida fora / Quem delas se enamorar

Essas meninas bulhentas
Mas de afeições tão suaves / Não deixaram de bulir
Por elas passo tormentas
Fecha as meninas á chave / Que são horas de dormir