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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Soneto

Letra e musica de Luís Góis
Repertório do autor

Quando a noite me vem da voz do vento
No silêncio dos teus olhos de mulher
Surge a dor que me mata e não me fere
Num grito sempre igual, de sofrimento

Eu chamo agora em vão o esquecimento
No sonho que meu ser em vão afaga
E a chama não acende nem apaga
Arde sempre, quer á chuva quer ao vento

Se vivo maldizendo a minha sorte
Ou se fujo levando a fronte erguida
Num sonho, num anseio de verdade

Se no sonho que levo fujo á morte
A sorte mais se prende á minha vida
Num canto de desejo e de ansiedade