FADO... Património Imaterial e Cultural da Humanidade *27-11-2011*

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* Este espaço foi criado * Com grande dedicação * Por alguém que faz do fado * A sua religião *
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Soneto

Letra e musica de Luís Góis
Repertório do autor

Quando a noite me vem da voz do vento
No silêncio dos teus olhos de mulher
Surge a dor que me mata e não me fere
Num grito sempre igual, de sofrimento

Eu chamo agora em vão o esquecimento
No sonho que meu ser em vão afaga
E a chama não acende nem apaga
Arde sempre, quer á chuva quer ao vento

Se vivo maldizendo a minha sorte
Ou se fujo levando a fronte erguida
Num sonho, num anseio de verdade

Se no sonho que levo fujo á morte
A sorte mais se prende á minha vida
Num canto de desejo e de ansiedade