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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Fiz leilão de mim

Artur Ribeiro / Maximiano de Sousa
Repertório de Max

Talvez de razão perdida
Quis fazer leilão da vida
Disse ao leiloeiro, venda ao desbarato
Venda o lote inteiro, que de mim, estou farto

Meus versos, que não são versos
Atirei ao chão, dispersos
P'ra ver se algum dia, um mundo pateta
Por analogia, diz que sou poeta

Fiz leilão de mim e fui por fim apregoado
E de mau que sou, ninguém gritou “arrematado”
Fiz leilão de mim, tinhas razão minha almofada
Com lances a esmo, provei a mim mesmo
Que não valho mais que nada

Também quis vender meu fado
Meu modo de ser errado
Leiloei ternura, chamaram-me louco
Mostrei amargura, o mundo fez pouco

Depois leiloei carinho
E em praça fiquei sózinho
Diz-me a pouca sorte, que para castigo
Até vir a morte, vou ficar comigo